domingo, 31 de janeiro de 2010

Eleições presidenciais na Costa Rica

Em um dos meus últimos posts comentei que eu e o Tiago, brasileiro que trabalha comigo na Novartis, iríamos escrever sobre o marketing político aqui na Costa Rica durante a época das eleições presidenciais.

Bom, eu não consegui escrever o post, mas o Tiago o fez em seu blog! 

Para aqueles que tiverem curiosidade em saber como ocorre o processo eleitoral e  quiserem assistir um pouco das campanhas publicitárias que estão no ar neste momento, acessem aqui o blog Biscoitos Sortidos!

Enjoy it!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ao estilo ¨all inclusive¨

Buenas! Essa semana que passou foi bem distinta se comparada as demais que estou acostumado aqui na Costa Rica. Há alguns meses soube que iria participar de uma conferência da Novartis que reuniria CR, Honduras e Nicarágua na província de Guanacaste, mais especificamente na praia de Ocotal, no Oceano Pacífico. 

Muitos já tinham me dito que a indústria farmacêutica investe pesado nesse tipo de evento e que eu iria me surpreender...confesso que nao imaginava tanto!

Fomos na terça feira de manhã para Guanacaste e depois de 6 horas de viagem pude ter uma noção do que me esperaria nos próximos dias que iria estar por lá. Nos hospedamos no Riu Resort, um complexo na beira do mar que cobra a humilde quantia de 500 dólares a diária por pessoa, em um sistema all inclusive que te permite consumir o que queira a qualquer hora do dia! Literalmente o que queira: whisky, ron, vodka, cervejas, coquetéis, comidas de todas as partes do mundo, além de poder frequentar um Sport Pub, um cassino e uma Pachá exclusiva para os clientes!






O lugar é lotado de gringos, sobretudo casais mais idosos dos EUA, Canadá e países europeus, acredito que pelo valor da diária. Muita salsa, drinks latinos, frutos do mar e comida japonesa fizeram parte da ¨dieta¨ nesses dias. 


Agora estou de volta ao bom e tradicional pão de forma com frios e as frutas que a empresa nos oferece todas as manhãs.

Além de toda estrutura e mordomias que o hotel oferecia, profissionalmente a conferência valeu muito a pena. Fomos apresentados oficialmente como trainees da AIESEC aos três países que compoem a região, conhecemos e fizemos amizades com os outros funcionários, participamos de capacitações e eventos de networking e trocamos experiencias inclusive com o CEO da empresa que já viveu no Brasil por dois anos. Serviu também para visualizar o que teremos em 2010 e qual será nosso papel nisso tudo. 

Ao voltar para casa, decidimos ficar em Tamarindo, uma das praias em Ganacaste e aproveitar o fim de semana. Saímos do hotel mais caro da província para o albergue mais barato da praia, sem muito dinheiro...isso sim é contraste!

E assim comeca a semana, de volta a realidade, curioso e motivado com o que virá pela frente. Abs!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Confuso, mas feliz!

Já se vão quase dois meses que cheguei na Costa Rica – as vezes a sensação é de que o tempo tem passado rápido, outras, de que ainda faltam mais 10 meses pela frente e o relógio não se move...sim, um mix que varia de acordo com as ocupações que tenho no dia-a-dia. 

Nesse tempo que estou aqui, tenho observado aos poucos como os ticos (nativos) se comportam, como a sociedade se organiza e como nós (os de fora) reagimos a tudo isso. Algumas coisas já estou acostumado, outras, confesso que tenho me esforçado para tal.

- O trânsito

Eu ainda nao estive na Índia para presenciar e viver aquela loucura que todos relatam ao chegar no país em relação ao trânsito – bicicletas, vacas, elefantes, rickshaws, carros, caminhões, pedestres, enfim – todos dividindo o mesmo espaço nas ruas da cidade (não sei se as ruas da Índia têm nomes, daqui a pouco falamos sobre isso). 

Aqui na Costa Rica o caos não é tanto – nada de animais, poucas motos, poucos pedestres atravessando as ruas. O lance é que existem muitos carros e muitos, muitos ônibus, ou busetas, de diferentes estilos pela cidade. Isso faz com que as ruas estejam quase sempre congestionadas e um percurso que demoraria 10 minutos normalmente, dura quase 1 hora alguns dias. Saudade do metrô de Sampa! Ah, uma coisa é comum a Índia: buzinas! Como buzinam...as 5 da manhã já se ouve o primeiro impaciente que buzina até quando nao há ninguem na sua frente.

- As busetas

Amarelas, azuis, brancas, vermelhas...estão em toda parte e são o principal meio de transporte que liga os bairros (aqui chamados cantons), cidades e alguns países da América Central. Na maior parte das vezes não são nada confortáveis, eu mesmo voltei de Bocas del Toro no Panama até San Jose – 8 horas de viagem – em um ônibus pior que os coletivos no Brasil. 

É comum por aqui vendedores, pastores e artistas de rua interromperem seu sono quando volta para casa (sim, durmo todos os dias com o trânsito). Eles cantam, vendem calendários, doces e pregam a palavra de Deus em uma altura que Ele deve ficar incomodado. 

Para controlar a entrada e saída dos passageiros eles utilizam um sensor que até agora eu nao consegui entender como funciona, anyway. Se vier a Costa Rica, não pare em frente ao sensor, mesmo que seja para pagar a passagem ao motorista – ele vai te xingar.

Uma vantagem é que o transporte público é extremamente barato e nosso salário é mais do que suficiente para conhecer o que está ao nosso redor. Uma passagem local custa 200 colones (80 centavos) e uma ida a Cidade do Panamá sai por 50 reais.

- A política

Aqui os costa ricenses estao a menos de 1 mes das eleições presidenciais, entonces, tudo o que se ouve nas rádios e se vê na TV está relacionado às campanhas eleitorais. Não vou entrar em detalhes sobre o marketing político pois teremos um post a parte (eu e o Tiago vamos escrever em breve). Existem dois vice presidentes aqui, e ao perguntar porque, dizem que se o presidente morrer, tem o vice, que se por acaso morrer, já tem outro no lugar haha! Fico me perguntando a job desse segundo vice nos 4 anos de presidência!

- Os pontos cardeais, as ruas sem nomes

Ah gente, isso é complicado. No Brasil estamos mal acostumados rsrs. Ruas, avenidas, túneis – todos com nomes certo? Aqui na CR nao. Alguns dizem que as ruas sim tem nome, mas o governo não investe em sinalização então não sabemos os nomes e muito menos onde estamos. 

A referência oficial aqui são os metros e os pontos cardeais, vou explicar. Cada quadra, segundo eles, tem 100 metros. Se eu quero sair da minha casa para ir ao shopping tenho que caminhar 100 metros a leste, 400 metros ao sul. E para explicar onde eu moro...no way! Nunca sei onde estou e para onde vou. Fomos a uma festa semana passada que tinha a seguinte referência: 

¨Oeste do cemitério Tivas (um bairro aqui), 300 metros, útima casa amarela ao lado de um lote vago¨

Imaginem isso! Os taxistas aqui sao ninjas hehe! Aos poucos vou me localizando... 

Mesmo com todos os aspectos confusos à minha percepção, a Costa Rica tem um povo feliz, o povo mais feliz do mundo. Eu já havia lido isso antes de chegar aqui, se não me engano na Wikipedia, mas essa semana recebi um artigo do New York Times legitimando a informação. Nao sei ao certo a metodologia utilizada na pesquisa, mas a Costa Rica tem a população mais feliz do mundo, confiram:


Se quiserem também ler mais curiosidades sobre o transporte e as formas de se localizar na CR, o Tiago também fez um post bem massa: ¨Traga seu mapa e sua bussola¨



Até o próximo post!


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Valeu a pena



Esse fim de ano tive uma experiência um pouco diferente das que costumava ter...foi o primeiro Natal longe da família, longe do Brasil, longe de casa. Nem por isso essa experiência foi ruim, pelo contrário, me fez refletir bastante sobre a escolha que fiz e, sobretudo, sobre a importância que têm as amizades que construí ao longo dos anos.
Como comentei no post anterior, embarquei para a Cidade do Panamá no dia 21 de dezembro. Comigo foi também a Maria José, uma venezuelana que conheci há menos de 1 mês aqui na Costa Rica e por causa do visto que iria expirar teria que sair do país. Foram 17 horas em um bus, sendo que 3 destas na fronteira entre Panamá e Costa Rica, uma desordem total mas que no final das contas, os dias que passamos por lá valeram muito a pena.

Ter reencontrado a Cintia, amiga que viveu comigo um ano tão intenso em São Paulo quando fizemos parte da AIESEC no Brasil, e o Eduardo, parceiro de baladas eletrônicas e festas nas repúblicas de Campinas, me fizeram sentir novamente em casa e repor as energias para voltar à Costa Rica, o que muitas vezes não é fácil. Foi sem dúvida um presente de Natal! Durante o dia 24, considerando o fuso entre Brasil e Costa Rica, outros amigos se juntaram a nós (salve, salve skype!) – demos muitas risadas com a Lubi em Paris, Be no Rio de Janeiro, Ju e Boi emPortugal, Te nos Estados Unidos, recebi um video dos amigos da facul em BH e finalizei o dia com uma ligacao para a familia em Sao Paulo quando no Brasil já eram 23 horas e no Panamá 20 – a saudade bateu forte!

http://www.youtube.com/watch?v=LJ2G8k82lbU





Nosso Natal foi composto por comida chinesa e bebidas de diversas partes do mundo, ja que nessa noite  reunimos no apartamento da Cintia e do Breno (outro amigo que conheci em SP) pessoas do Brasil, França, Alemanha, Coréia, Panamá, entre outras! E com essas pessoas comecei outra viagem, desta vez o destino: Bocas Del Toro, uma ilha no Caribe.


Saímos da Cidade do Panamá dia 29 de dezembro para passar o Ano Novo por lá. Foram 9 horas de ônibus entre muitas risadas e histórias que nos fez parecer amigos de longa data (e seremos...)! O lugar é indescritível, praias perfeitas, turistas do mundo inteiro, festas todos os dias, um hostel que fica no meio do Mar Caribenho  e uma turma que sem dúvida fez a diferenca neste Ano Novo. Como valeu a pena!



 









Agora já estou de volta a Costa Rica – no trabalho recebemos essa semana o Tiago, um amigo que veio de Curitiba e irá trabalhar na mesma área que eu, vai ser massa! Em casa, nada muito novo, a rotina continua e a ansiedade para que as coisas por aqui sejam mais dinamicas e divertidas também...espero que o tempo colabore para isso!

Abs amigos e Feliz 2010 a todos!